Campeão Pan-Americano perde o posto por um pino e conquista a medalhe prata

Por Philipe Rabelo (Brasil) – Jornalita Jovem AIPS América

LIMA, Peru, 31 de julho de 2019.- 
Um pino.  Foi essa a diferença entre a medalha de ouro e a prata do boliche masculino, nos jogos Pan-Americanos de Lima. O jogador americano Nicholas Pate derrubou 190 pinos, enquanto o brasileiro Marcelo Suartz derrubou 189.  Até a tarde desta terça-feira, Marcelo era o campeão Pan-Americano da modalidade.

Por 1 pino, Marcelo fica com a medalha de prata no Boliche (fotos de COB – Alexandre Loureiro)

Para o atleta, a medalha de prata teve sabor de ouro. «Precisava derrubar nove pinos, ou um strike na última bola. Acabei derrubando 7, se tivesse derrubado 8 tínhamos empatado», contou. 

O atleta pratica boliche desde os 4 anos de idade e considera que além de ser um esporte é uma forma de lazer. Apesar de ter ficado com a prata ficou satisfeito de ter tido um rendimento de alta perfomance por toda a competição «Fiquei muito feliz de ter controlado o meu lado mental e ter me mantido em alta perfomance por muito tempo. Praticamente durante a fase individual inteira eu me mantive em alta performance.» explicou

Ainda com bons resultados na modalidade, o esporte vem perdendo força. Marcelo mora no Rio de Janeiro e contou que o único centro de boliche que permite o treino dos atletas da federação na cidade vai fechar as portas. «O boliche do Norte Shopping vai fechar e dizem que vai reabrir em outro lugar, mas ainda não sabemos», revelou.

O atleta explicou que o Boliche é pouco valorizado no Brasil e não há incentivo do governo para a modalidade. Mesmo assim, na história dos jogos Pan-Americanos o Brasil tem 4 medalhas. Destas, 3 são de Marcelo. Uma de bronze em Guadalajara 2011, uma de ouro em Toronto 2015 e uma de prata em Lima 2019. 

O atleta de 31 anos também dá aulas de boliche para crianças e cuida da agência de marketing digital da qual é dono.  Marcelo tem uma rotina de treinos que, além das pistas, exige preparação física. Ele divide o tempo entre as atividades profissionais e os treinos para o esporte. Nos jogos de Lima, Marcelo competiu em dupla com o Bruno Costa, que é estreante nos jogos Pan-Americanos. Os dois são amigos há 15 anos e companheiros de esporte. Na categoria feminina, Roberta Rodrigues e Stephanie Martins também competiram em duplas.  Para a fase individual, apenas Marcelo se classificou.